Autobio…demagogia
Hand Job?
Good Job.

Eu, Filipe João Job Pinto, nasci em Custóias, Matosinhos em 1994 e ao longo da minha vida desenvolvi uma ligação profunda entre a escrita e a música. Desde cedo senti uma necessidade quase instintiva de transformar as experiências em palavras através de diários e cartas sem destinatário. A minha identidade artística foi moldada por Saramago, Dan Brown, pelo movimento constante entre lugares como Macau, Matosinhos, Estoril e Porto, e por experiências que passaram pela engenharia, hotelaria, karting e cozinha. Com o tempo, a música tornou-se o ponto de encontro natural de todas estas influências, um espaço onde pude dar significado às lutas pessoais, à imaginação e à expressão emocional através da composição e da narrativa.

Em 2025, juntamente com Alan Lima e Davi Mazoni, fundei Job, um projecto musical colectivo enraizado na língua portuguesa e inspirado nas tradições do rock alternativo e do folk. Através de arranjos cinematográficos e de uma escrita centrada na narrativa, exploramos temas como o sofrimento, a fé, a resiliência e a esperança. O nosso álbum de estreia, “Prólogo”, foi profundamente influenciado por Livro de Job e apresentou uma reflexão sobre a resistência humana através de composições carregadas de emoção. Após o lançamento digital com o apoio do programa MODE, encontramo-nos agora a preparar o nosso segundo disco, “Colares de oiro, haréns de ninfas”, um projecto que expande o nosso universo artístico para territórios mais fantásticos e simbólicos, mantendo ao mesmo tempo um forte núcleo emocional e narrativo.

Através de Job, procuro criar obras que sejam simultaneamente pessoais e universais, música que transforma a adversidade em transcendência e convida os ouvintes a entrar. O meu percurso tem sido marcado pela reinvenção, pela persistência e por uma procura contínua de verdade artística, e acredito que estas experiências continuam a moldar a autenticidade do meu trabalho enquanto letrista, intérprete e arranjador. Com este novo capítulo, espero afirmar ainda mais uma voz singular na música portuguesa contemporânea, construída sobre honestidade emocional, narrativa poética e o poder duradouro das canções escritas em português.

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